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  RAID DAS TRADIÇÕES EM JOINVILLE-SC CONTOU COM GRUPO DO ORATEAM
 
Dia 14 de outubro,  fazendo parte da programação da II Festa das Tradições de Joinville e organizado pelo Clube do Jipeiro de Joinville foi realizado o Raid das Tradições.
 
Em 2005 estávamos lá, a Rosa e eu para cobrir a I Festa das Tradições de Joinville pelo Jornal ítalo-brasileiro Fanfulla.
Não participamos do Raid promovido pelo Clube do Jipeiro de Joinville, mas fomos convidados a ir participar esse ano. E conseguimos levar três casais de off roaders, Amigos do Off Road Adventure Team para o Raid das Tradições: Aurélio e Neide Meireles (Frontier), Carlos e Sonia Sieber (Pajero Sport HPE) e Paulo e Elaine Matias. Os Matias eram cinco: Além da dupla principal, Beatriz, Natalia e Vinicius e o amigo Rafael. Seis a bordo do Galloper da Atelier Turismo / Matias Seguros. Nosso grupo entregou 32 Quilos de alimentos, contribuindo com cerca de 10% do total arrecadado para doação. 
 
O casal Meireles viajou conosco desde o dia 09 e até o dia 22 . A chuva que nos acompanhou desde o dia 11 e até o dia 19 causou a redução para cêrca de 40% da distância do trajeto de 66 km previsto para a categoria Expedition no Raid do sábado dia 14, que contou com 35 carros 4x4, visando evitar que os participantes ficassem sem almôço até o início da noite e também que houvesse deslocamento noturno pelos caminhos alternativos não pavimentados, pela área rural de Joinville.
 
 
Fizemos o percurso a bordo do Frontier (acima). Na volta alguns optaram pelo almôço no pavilhão da Expoville onde aconteceu a Festa das Tradições e a prova de Rock Crawling, pela primeira vez realizada em ambiente indoor no Brasil. O Clube do Jipeiro de Joinville não esperava número tão grande de carros na Expedition. E conferiu ao casal Sieber, integrante do Off Road Adventure Team o troféu Indiana Jones Categoria Expedition.
 
Estreando o novo Pajero no Off Road
 
A escolha do lugar certo para passar sem ajuda
 
A estreante na lama recebe ajuda da Organização
 
Quem está na contra mão?
 
Tempo encoberto. Mais tarde o Sol venceu as nuvens
 
Travessia caprichada
 
Kaminski do Jipe Clube de Ponta Grossa-PR
 
Um dos trechos mais interessantes do roteiro percorrido durante o Raid das Tradições
 
Integração: Kaminski (Ponta Grossa-PR), Marcio Schlemm (Joinville-SC), Dellarole (São Paulo-SP)
A FESTA DAS TRADIÇÕES: FINAL DE SEMANA ITALIANO
 
Pasta, vino e tarantela. Estandes oferecendo variados tipos de massa, o tradicional frango com polenta e vinhos da vinícola catarinense de Rodeio, da nossa parceira San Michele. Alegria e animação do público que lotou a pista de dança montada diante do palco onde apresentações de músicas italianas aconteceram na sexta-feira dia 13 e no sábado dia 14.
 
A Rainha da Festa, Morgana Kunze
 
Além das apresentações artísticas e das artes dos jipões do Rock Crawling, ocorrendo simultâneamente em pavilhões diferentes, e sem a mínima interferência entre os shows que têm públicos diversos, exposição de automóveis antigos e venda de artesanatos completaram as atrações.
 
A medalha de tiro que em 2005 fiquei de ir buscar esse ano, dessa vez trouxe na bagagem de volta. 
 
FESTAS CATARINENSES E ALGO MAIS NA BELA SC
 
Na quarta-feira dia 11, durante o dia fomos até Brusque visitar a Fenarreco. Tivemos a sorte de encontrar e conhecer o secretário de turismo local que nos franqueou a entrada.  Aproveitamos para apreciar as vitória régias nos espelhos d'água da Prefeitura de Indaial, no caminho de ida.  
 
À noite, em Timbó fomos conferir a Festa do Imigrante (culturas italiana e germânica tal qual a Festa de Joinville) com volume surpreendente de público, apesar do tempo chuvoso. Na sexta-feira (13) nosso grupo foi até Itajaí e o bacalhau foi o prato dos casais Dellarole e Meireles no espaço onde acontece a Marejada.
 
Passamos duas vezes em dias diferentes pelo local onde é realizada a Schutzenfest em Jaraguá do Sul, mas o horário de passagem não coincidiu com o funcionamemto da Festa.
 
ALÉM DAS FESTAS
Iniciamos nossa viagem percorrendo a Estrada Bonita, almoçando em Pomerode e nos hospedando no Hotel Timbó Park, parceiro do Off Road Adventure Team. Único local em que repetimos refeição durante os 14 dias dessa maravilhosa viagem: Thapyoka, em Timbó, onde nos foi oferecida a sobremesa após o jantar da terça-feira dia 10 e o Chopp local que acompanhou a refeição dia 11.
 
A partir da esquerda: Marines Melere (Thapyoka), Oscar Schneider (Prefeito de Timbó), eu, Jaime Odair Bittencourt (Vice-presidente do Jipe Clube de Timbó) e Aurélio Meireles, companheiro na bela jornada com duas semanas de duração
 
Encontramos em Barra Velha com os Matias no feriado do dia 12 e os Sieber no dia seguinte. Grupo completo à espera do Raid.
 
Sábado o casal Meireles e nós mudamos a base para Joinville afim de poder curtir melhor e por mais tempo a Festa italiana.
 
De Joinville fomos para São Francisco do Sul, cidade portuária que abriga o Museu Nacional do Mar e é a terceira mais antiga do Brasil. Mas, do jeito mais pitoresco para não dizer complicado. Ferry Boat até Vila da Glória, e de lá para São Francisco outro. O programa vale a pena para quem esteja a passeio, sem pressa. Não é o caminho de quem transita com frequência entre as cidades à volta da bela baia da Babitonga. Paga-se R$ 25,50 por carro pelas duas travessias. Nos hospedamos no Bristol Villa Real, de frente para o mar.
 
Estivemos em Balneário Camboriú, onde nossa casa foi o Geranium Hotel, na Avenida Brasil. Percorremos a Interpraias e fomos até o alto do Morro do Careca (já no município de Itajaí), de onde se avista Balneário no sentido Norte/Sul. Uma caminhada pelo bem organizado Camelódromo e a oportunidade de economia na compra de qualquer artigo. Um cartão de memória para a camera digital foi a aquisição que permitiu clicar sem preocupação até o final de nossa viagem.
 
Do litoral para a área rural, indo a Vargem do Cedro depois de passar por São Pedro de Alcantara, primeira cidade de colonização alemã em Santa Catarina. Em Vargem do Cedro, visitas ao bem montado museu, ao alambique artesanal e à fábrica de biscoitos decorados à mão.

 

De volta ao litoral, contornando a represa de Imaruí, a maior do estado e cruzando a barra da lagoa do Ibiraquera, em Imbituba, que tem porto e a famosa praia do Rosa. Abaixo Praia do Luz.

Subimos de Garopaba por caminho alternativo até Paulo Lopes, seguindo para Florianópolis na ilha de Santa Catarina, passando pelas enormes Dunas do Siriu (abaixo).

Em Florianópolis, o Mercado Público salvou o nosso dia numa manhã chuvosa. Depois, um passeio a Jurerê Internacional, com uma passadinha por Santo Antonio de Lisboa com uma esticadinha até o final do caminho por estrada de chão, em Sambaqui. Daí para a Lagoa da Conceição onde almoçamos na Avenida das Rendeiras (que fazem a renda de bilro), uma espiada mais nas dunas da Joaquina e outra ida ao Mirante da Lagoa logo após a atualmente badalada Praia Mole. Na visita à Alameda Casa Rosa a agradável descoberta de que Floripa, a ilha da Magia tem mesmo encantos inimagináveis em cada recanto.
 
Hora de iniciar a volta. Antes de deixar a ilha, subida ao Morro da Cruz e o aprofundamemto da paixão dessa porção do mundo abençoada por Deus e bonita por natureza, ou melhor pela natureza que Ele lhe concedeu. 

A ilha de Santa Catarina e o continente após a ponte

Uma incursão off road por Governador Celso Ramos levou à descoberta de que um trecho do caminho de terra já foi asfaltado e outro será em breve. Aproveitamos antes que acabe...

Passamos novamente por Itajaí chegando pela rota interna, avistando o Bico de Papagaio, interessante formação rochosa à beira do mar com vista para o terceiro porto pelo qual passamos nessas andanças, e onde uma corveta da Marinha era a atração. Utilizamos o Ferry Boat para chegar a Navegantes, pois afinal como dizia sempre o Aurélio "Estamos passeando".
 
De volta a Joinville, a maior cidade do estado, que tem a única sede do Balé Bolshoi fora da Rússia, conhecida por Cidade das Flores ou Cidade dos Príncipes, encerramos nossa programação assistindo a uma ótima apresentação de Dança do Ventre.
 
Show de expresão corporal
 
BEBENDO POUCO, EXPERIMENTANDO MUITO
Chopp local em Timbó, Brusque e Joinville apreciados no estilo degustação e uma novidade: Licor de Cerveja, aprovado. Um talago da Cachaça Lima do Alambique Rech prova que aguardente boa é a que não arde na garganta e desce suave como se tivesse mel.
 
ESTRADAS
As estradas catarinenses têm boa conservação. Os motoristas, originários sejam de onde fôr é que abusam da velocidade e da sorte, causando acidentes em plenas retas com tempo bom e durante o dia conforme recente pesquisa divulgada pelos jornais do estado.
 
As BR 116 e 101 têm alguns pontos de pista simples (30 km) entre as capitais paulista e catarinense. Obras em andamento reduzirão em breve essa distância. Na volta, de dia, sempre por opção pela segurança, cinco acidentes com caminhões que "se perderam" comprovam o comentário do Comandante da Polícia Rodoviária Federal ao comentar a enorme quantidade de acidentes no feriado de Nossa Senhora Aparecida, festejada a 12 de outubro: " Como pode um motorista perder o controle do veículo? O motivo é sempre algum excesso" - seja de consumo de álcool, de jornada de trabalho, de peso transportado e de velocidade.
 
 
E, em cada cem motoristas, um é espírito de porco total. Por isso, cada aproximação e ultrapassagem deve ser atenta e sinalizada. O ideal é considerar que cada caminhão pode estar sendo conduzido por "aquele em cem". Tem caminhoneiro boa gente, que respeita e até facilita a vida dos motoristas dos carros de passageiros, em nome da Vida. Esses tem o meu respeito.