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NOSSA PARTICIPAÇÃO NO FESTIVAL OFF ROAD DE INVERNO

RALLY* e EXPEDIÇÃO ROTA DO FRIO

RALLY* A palavra é grafada de diversas maneiras e cada evento utiliza uma forma: Rali, Ralie, Ralli, Rallie, Rally, Rallye.

Confira nessa página a classificação do I RALLY ROTA DO FRIO DE REGULARIDADE e as fotos das duplas no pódio

O convite recebido do organizador Jorge Lima da Speed Sports para percorrer todo o roteiro desde Gramado-RS não pôde ser aceito. O Feroza da Organização estava em manutenção.  

Jorge: Em todo lugar, cuidando de tudo no maior Rali de Regularidade do Brasil

 "O ROTA DO FRIO percorre os quatro estados do Sul e teve quilometragem de trechos cronometrados muito superior à do Sertões*". * Que incluiu a modalidade Regularidade a partir de 2004, com cerca de 1400 km contra os 2300 km do Rota do Frio.

O Sandro e o Davi da Mundial (011) 3031.3286 trocaram uma coifa de homocinética.

Assim, a Rosa e eu fomos para Itu com o objetivo de representar a Caçula de Pneus e acompanhar os roteiros da EXPEDIÇÃO ROTA DO FRIO nos dois últimos dias do evento: 30 de julho, passando por Itatiba e chegando em Taubaté num total de 160 quilometros por caminhos de terra. E, dia 31, indo até Campos do Jordão, após belo trecho off road de 30 quilometros entre Quiririm e Santo Antonio do Pinhal.  Após o almôço em São Francisco Xavier, outros 41 quilometros em terra até Joanópolis (a terra do lobisomen). No total fizemos 231 quilometros em terra. Regiões já conhecidas, agora vistas por novos caminhos. Do total em terra, por apenas 51 km já havíamos passado. Temperaturas amenas, poeira fina, grossa, branca, amarela, vermelha, esparsas e raras poças. E, muito verde.

As reservas das hospedagens em Taubaté e Serra Negra foram feitas através da agência oficial do ROTA DO FRIO, onde o Rodrigo e a Taísa atenderam muito bem.

Perdemos três dias de roteiros do evento, de Gramado-RS a Itu-SP.

Abaixo, o casal Dellarole durante passeio naútico no CANASTRA EXPEDITION 2004, realizado em julho

A imagem mais invernal do Rota do Frio para nós, foi a neblina na Castelo Branco a caminho de Itu

Dia 30 Sexta-feira - Etapa Manhã

Saímos do Shopping em Itu às 9:00. Passamos por Salto, Itupeva, Louveira e Vinhedo. Depois de andar 2 horas e 25 minutos o grupo da Expedição parou para almoçar em Churrascaria, em Itatiba, reencontrando toda a caravana. A parada (neutro prá turma do rally) foi mais prolongada que o habitual para a expedição, permitindo à dupla Marcos e Claudia voltar a se integrar. Estavam dando apoio à outra dupla de Dois Córregos, que com problemas na bomba da direção hidráulica do Troller, estourada na véspera (dia 29) não fizeram o roteiro da Expedição nesse dia. Um, Defender com problema no servo-freio teve que abandonar e não participou dos dois últimos dias.

Dr. Joaquim da Conceição Oliveira, médico-off roader repetiu o trabalho feito no X Transparaná em janeiro.

Abaixo, o médico conversa com o "limpa-trilha". Ou se preferir, o "vassoura".

Gazela, Fernando e Fabiano com a "tralhaiada" da Organização. Apoio na saída e na chegada a cada dia.

Sigel, abrindo o caminho para a Expedição.

Dia 30 - Etapa Tarde

Contornamos a represa de Piracaia.

Mais adiante, um incidente com um carro de passeio que numa curva esfregou sua lateral na do Troller, felizmente sem danos a nenhum dos ocupantes ou maiores estragos materiais, atrasou um pouco mais o grupo, que decidiu por unanimidade seguir por asfalto, evitando percorrer trechos em terra ainda faltantes à noite, apesar da lua cheia (veja mais abaixo).

Proteção do cubo da roda-livre arrancada no raspão. Motorista do carro de passeio reconheceu erro.

A lua cheia ao entardecer em parada para "pipi stop" em posto de combustível

Foi aí que perguntei à Roseli Lima se estava gostando. "Pena que já vai acabar" foi a resposta. Que pique tem a família Lima!

Chegamos ao Hotel Gávea, em Taubaté às 19:15. O Jantar foi lá mesmo no prático sistema self service.

Dia 31 Sábado - Etapa Manhã

Saímos às 7:35 do Shopping de Taubaté. Chegamos ao portal de Campos do Jordão às 9:30 após o trecho off road que mais gostamos pela paisagem e vegetação. Permanecemos na chamada suíça brasileira por 1 hora e 45 minutos. Tempo mais que suficiente para umas comprinhas. Menos para o Sigel, que preferiu ficar junto aos carros da expedição.

         O Defender nº 04 se acidentou e abandonou.

A foto abaixo mostra o carro durante o neutro em Itatiba, antes da largada da segunda etapa do dia anterior (30).

Por asfalto descemos para São Francisco Xavier, onde toda a caravana almoçou: Os competidores do Rally, o grupo da Expedição e toda a Organização, incluindo-se PCs, limpa-trilha e Apoio Médico. A Rosa e eu dividimos um filé de merluza delicioso.

Um macaco, o Muriqui, como símbolo. O nosso logotipo inclui um macaco. Veja na Home.

Dia 31 - Etapa Tarde

Pouco mais de 40 quilometros em terra (que já conhecíamos) até Joanópolis. Dali, por Vargem até a Fernão Dias e sempre por asfalto até o destino final.

Chegamos ao local da chegada às 17:30, com direito a subir na rampa para passar pelo pórtico. Foram cerca de 10 horas a cada dia.

Público numeroso e interêsse em fotografar os carros passando pela plataforma de chegada.

A divulgação dos resultados, entrega dos troféus e jantar de encerramento aconteceram no Centro de Convenções Circuito das Águas, em Serra Negra.

Receber o troféu de participação foi uma satisfação. A interessante peça será guardada com carinho, da mesma forma com que fomos tratados.

Kristina e Rogério Sigel que guiaram a Expedição nos entregaram o troféu de participação.

Antes de nos juntarmos à caravana, o roteiro passou por Lages, São Joaquim e Taió - SC; Curitiba, Ponta Grossa e Castro - PR e Apiaí -SP (região do PETAR). A expectativa de encontrar nevada na serra catarinense não se confirmou. Mas, nevou em São Joaquim , no último dia da prova!

Os destaques na Expedição foram: Geraldo Alves de Lima, com a esposa Roseli e os quatro filhos (3, 9 ,13 e 15 anos de idade) a bordo da S 10, e os avós Joel Silvério e Arlete com o neto Tiago (Frontier nº 30). Foram os únicos a percorrer todo o roteiro da largada à chegada. A família Lima é de Pirituba - SP. Joel, de Curitiba, foi o encarregado de transportar alternadamente os jornalistas Daniel Costa (Universo Rally), Eduardo Lima (Próxima Viagem e Terra) e Gilson Abreu (Caras), e também o cinegrafista Fabiano e o fotógrafo Paulo.

Em 2005 esperamos poder acompanhar todo o roteiro do ROTA DO FRIO, assim como o do 11º Transparaná, em janeiro.

O casal paranaense Sérgio e Neide Sosvianin venceu a primeira edição do RALLY ROTA DO FRIO após 58 horas de prova em mais de 2.300 quilometros. Na categoria Novatos a vitória foi da dupla Ferrari: Anacleto e Arnaldo ganharam por uma diferença de apenas 7 pontos!

Os novatos surpreenderam, com performance melhor que a dos graduados, exceto a dupla campeã Geral. A presença feminina foi marcante: A dupla campeã e a quarta colocada geral eram duplas mistas compostas de pilotos e navegadoras. E a navegação é muito importante. Parabéns à Neide e à Luciana e a todos os que completaram o longo roteiro do maior Rali de Regularidade do Brasil. Para completar, o Veiga (70 anos), de Joinville homenageou a esposa Sandra, entregando-lhe o troféu de segundo colocado na Graduados.

Resultado do I Rally Rota do Frio de Regularidade
 Geral
Posição. Piloto / Navegador - Pontos Perdidos - Cidade
1. Sérgio Sosvianin / Neide Sosvianin - 178 Curitiba - PR
2. Anacleto Ferrari / Arnaldo Ferrari - 272 Rio do Sul - SC
3. Éder Nardelli / Arno Murara - 279 Rio do Oeste - SC

Categoria Graduados
Posição. Piloto / Navegador - Pontos Perdidos - Cidae
1. Sérgio Sosvianin / Neide Sosvianin - 178  Curitiba - PR
2. Waldemiro Veiga / Leandro Felski - 1.487 Joinville - SC
3. Francisco Osório / Luis Carlos Borges - 2.446 Curitiba - PR



Categoria Novatos


Posição. Piloto / Navegador - Pontos Perdidos - Cidade
1. Anacleto Ferrari / Arnaldo Ferrari - 272 Rio do Sul - SC
2. Éder Nardelli / Arno Murara - 279 Rio do Oeste - SC
3. Leandro Ferreira / Luciana Ferreira - 470 Curitiba - PR
 

Algumas imagens do roteiro

 

No domingo, 01 de agosto, na hora de voltar para casa, a alma de off roaders nos levou a uma incursão por estrada de chão até Monte Alegre do Sul.

REPASSANDO AS LIÇÕES ANTERIORES

1 - A decisão do grupo, comandado por Rogério Sigel de deixar de percorrer trechos off road à noite foi orientada pelo bom senso. O Orateam recomenda desde o início de suas atividades: Evite incursões off road noturnas.

2 - Da mesma forma o Orateam sempre recomendou: Engate a tração 4x4 ao iniciar trechos não pavimentados. Usando tração apenas nas rodas traseiras e ciente da limitação, adotei velocidades compatíveis. E, posso afirmar que uma saída repentina(como sempre acontece, e quando menos se espera) de traseira a 50 km/h foi controlada sem maiores dificuldades graças a uma certa prática de dirigir em pisos com aderência variável. Caso estivesse a 70 km/h a escorregada seria quase uma vez e meia mais rápida, exigindo a mesma rapidez na correção, certo? E essa seria um tanto mais difícil, também. Daí outra velha recomendação: A velocidade reduzida é a melhor forma para se passear off road, curtindo a natureza de forma segura.

3 - Mantenha-se sempre à direita do caminho. Graças a essa posição, o Troller foi atingido de raspão na lateral por um carro que teria se chocado frontalmente contra ele, caso estivesse no centro do caminho. No caso dos nossos Passeios o alerta é: Todos os caminhos são perfeitamente transitáveis , sendo a constante a mão dupla de direção. Mantenha-se à direita.

OFF ROADER OU PILOTO ?

Quem pretende andar rápido deve participar de ralis de velocidade, preparando adequadamente o carro, e com o santantonio obrigatório mais capacete, cinto de segurança de quatro pontos e banco concha rígido (de competição) assumir os riscos naturais decorrentes. Detalhe: Os trechos onde se disputam as provas especiais cronometradas são fechados ao tráfego normal. Nos ralis de regularidade, os ítens de proteção citados também são adotados, mas os trechos válidos para pontuação compreendem estradas abertas ao tráfego normal, devendo-se respeitar todas as regras de trânsito, o que consta nos regulamentos.

E, em português claro: Não tem bom. "Depois que escapa, ninguém mais traz de volta" , costumo comentar. E para exemplificar, no mais recente Sertões os experientíssimos e consagradíssimos Klever Kolberg e Ingo Hoffman confirmaram: Um decolou espetacularmente e outro ficou com o carro pendurado numa ponte. Ambos tiveram sorte, mas é melhor não confiar nesse ítem.

Todos os caminhos são perfeitamente transitáveis , sendo a constante a mão dupla de direção . Mantenha-se à direita