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GP Monza, Espetáculo de Velocidade!

                                                                                        Luciano Dellarole

     Um dos templos do automobilismo, ao lado de Le Mans e Indianápolis, Monza, único circuito “de verdade”, considerando que na França estradas compoem o traçado e a pista americana é oval, formato não apreciado por europeus e sul americanos apesar das conquistas dos brasileiros Emerson Fittipaldi, Helio Castro Neves e Toni Kanaan, do colombiano Juan Pablo Montoya e do italiano Alessandro Zanardi(saudades dos “zerinhos” desenhados em meio à fumaça da borracha dos pneus queimada nas manobras tão bem executadas em comemoração às suas vitórias) mais uma vez levou emoção aos amantes da velocidade.

    Vale o registro da conquista do primeiro título de Emerson Fittipaldi, um senhor piloto, no GP da Itália, em Monza, em 1972. Emerson conquistou também o título da F 1 em 74 e foi Campeão da F Indy, tendo vencido por duas vezes as 500 Milhas de Indianápolis.

    As duas primeiras voltas, eletrizantes, registraram disputas acirradas e ferrenhas entre o líder Button e Kovalainen, comprovando a ascenção da Mclaren durante essa boa temporada. Mark Webber, um dos pilotos que ainda disputava o título foi tirado da pista na chicane, por Kubica, que abandonou depois de algumas voltas.  

    A Force India, largando na primeira fila com Adrian Sutil, se confirmou a nova grande fôrça da categoria no Campeonato mais eclético da história da F 1. A pressão sobre o Campeão Mundial Raikonen, impressionou a todos, como já ocorrera no GP da Austria com a performance de Fisichella. A Red Bull caiu quase na mesma proporção em que a Force India subiu.

    O pole-position Hamilton após a primeira parada no box retornou em quinto lugar, à frente de Vitantonio Liuzi (Force India) e Fernando Alonso(Renault). Raikonnen voltou entre Liuzi e Alonso. Fisichella liberado pela Force India, fazia discreta corrida com o carro que Massa deixou temporáriamente vago. O italiano Liuzi abandonou por defeito no sistema de câmbio.

    Barrichello foi pra merecida liderança, mostrando sua real condição de lutar pelo tão esperado título. O brasileiro está num momento excepcional. Superou todas as chacotas, descrenças e a enorme superioridade do companheiro de equipe na fase inicial, quando assistiu seis vitórias do inglês Button.

    A dupla da Toyota se digladiou e o italiano Trulli levou a pior na disputa com o alemão Glock. Pouco antes, Trulli abalroara o carro do japonês Nakajima.

    Na última volta, Hamilton que poderia tirar dois pontos de Button, bateu e entregou o pódio a outro Campeão, Raikonen. Mais uma vez, a lição de que campeões também erram e a lembrança da frase do penta campeão Juan Manuel Fangio: “Carreras son carreras”. E, que “carrera” fez Rubinho, vencendo pela terceira vez o GP de Monza. E pela segunda em 2009.

    A média horária foi de 241 km/h. Quer dizer, a velocidade mantida, em média da largada à chegada foi o dobro da maior velocidade máxima permitida nas rodovias brasileiras. 

    

  O CAMPEONATO

     Rubinho está 14 pontos atrás de seu companheiro Button. Tem 40 pontos a serem disputados nos quatro GPs restantes. Matmáticamente, Raikonen com 40 pontos contra os 80 de Button ainda tem chance de empatar com o inglês, desde que vença as quatro corridas que faltam e o atual líder não pontuasse nas mesmas. Ainda assim o título seria de Button, pois pelo regulamento, o critério de desempate é pelos resultados obtidos durante a temporada, a começar pelas vitórias: Button já ganhou seis GPs. Raikonen venceu um. Chegaria no máximo a cinco vitórias. Na prática está fora da luta pelo título. Mas pelas vitórias brigará descontraídamente, o que deve representar grande preocupação para Barrichello, que é mesmo o principal adversário para Button.

    Ainda, pelo critério matemático, o alemão Vettel(Red Bull) pode superar a pontuação do inglês, com mais três vitórias, e caso Button marque até 3 pontos nas corridas restantes. Chegaria a 84 pontos.

    E, o mesmo vale para o austríaco Mark Webber(Red Bull) que tem 51,5 pontos e chegaria aos 81,5 com três vitórias, desde que Button marque até 1 pontinho apenas em 4 GPs. Como pode-se constatar é muito difícil que a Red Bull faça o piloto campeão da temporada 2009 da Fórmula 1. O carro perdeu performance, notadamente. Além disso a equipe teria que definir um de seus pilotos para buscar vitórias. O outro aceitaria o papel de mero coadjuvante? A diferença de pontos entre eles é de apenas 2,5 pontos.

     Barrichello terá suas chances muito aumentadas e confirmadas caso vença o próximo GP. Afinal no Brasil estará com o astral melhor que nunca. Vale a pena acompanhar os últimos lances dessa disputa.

     Outros pilotos podem interferir: Alonso e Hamilton(ambos já campeões) e os italianos Fisichella e Trulli marcaram poles nessa temporada. Desses, apenas Hamilton venceu corrida em 2009.

 AFP PHOTO / Guillaime Baptiste

 REUTERS/Stefano Rellandini

 REUTERS/Giampiero Sposito

 

 REUTERS/Stefano Rellandini