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DUPLA PAULISTA NO TRANSPARANÁ

 

No período de 24 a 31 de janeiro de 2004, o OFF ROAD ADVENTURE TEAM  representou a CAÇULA DE PNEUS no X TRANSPARANÁ através da participação de Luciano Dellarole, responsável pelo PROGRAMA CAÇULA DE RELACIONAMENTO OFF ROAD na categoria Adventure, em dupla com Guilherme Dellarole.

 

O 4x4 da dupla é o mesmo que cumpre a função de carro-madrinha nos Passeios do PROGRAMA CAÇULA: Daihatsu Feroza 1.6  inscrito sob o número 058.

 

A largada foi em Guaíra, cidade na divisa com o Paraguai.  A chegada, em Guaratuba no litoral paranaense, passando por Paranavaí, Cornélio Procópio, Castro e Curitiba. O roteiro teve 2000 quilometros, dos quais 1800 em estradas de terra, percorridos em cinco dias entre os dias 26 e 30. A altitude das localidades percorridas variou dos 220 m iniciais em Guaíra, cidade que há duas décadas perdeu as Sete Quedas, atrativo turístico natural, com o represamento das águas do rio Paraná pela barragem da usina hidrelétrica de Itaipu, aos 999 m em Castro, a maior bacia leiteira do País, baixando aos 15 m no destino final.   

 

Luciano participou do Rally Internacional dos Sertões em 95, obtendo a quinta colocação na classificação final. O roteiro foi de São Paulo a Natal. Os pneus que equipavam a Hilux eram Pirelli. No início dos anos 70, os karts que pilotou usavam pneus Pirelli.

 

A Caçula de Pneus completa 44 anos em 2004 como revendedor Pirelli e mantém Rede com 15 lojas em São Paulo e na grande São Paulo. Confira em www.caculadepneus.com.br

 

Luciano realizou o sonho de participar do maior Raid do Brasil, e ainda tendo a satisfação de contar com seu filho como navegador. E lembra, que aprendeu a dirigir na lama, em região de terra-roxa como é a do solo do Paraná.

 

A DM Motors - Importadora e Distribuidora de Peças Daewoo e Daihatsu realizou os serviços de Troca de Óleos da Transmissão, dos Diferenciais e da Caixa de Transferência e das Pastilhas de Freio e Velas de Ignição, deixando o Feroza pronto para o maior Raid do Brasil e para a temporada de Passeios 2004, que terá início em março.

 

A experiência adquirida nos eventos que organiza facilitou a rápida montagem da estrutura de hospedagem, apoiada nas dicas da Organização do Transparaná. Foram oito pernoites em sete diferentes localidades. No total, a dupla percorreu 3,6 mil quilometros, da partida ao retorno a São Paulo.

 

Veja abaixo o relato do dia-a-dia dessa participação, o quadro com os participantes e as ocorrências da categoria Adventure, a relação das 40 cidades que estiveram representadas por duplas participantes, algumas informações sobre o estado onde acontece o maior Raid do Brasil e a parte turística de nossa viagem.

 

Apresentação da dupla

 

Luciano Dellarole , 46 anos , com mais de 30 anos de vivência no mundo automotivo. Quinto colocado no Rally Internacional dos Sertões em 95 ; Vice-campeão paulista de Rallie de Regularidade em 96 em dupla com a esposa Rosa Maria; Quarto colocado no I Classic Endurance   ( Interlagos) em 96 ; Vice-campeão categoria Turismo no Mitsubishi Motors Day 97 ( Interlagos ) e Vice-Campeão IV Rally Hyundai Regularidade em 97. Com 42 participações em provas oficiais de Kart (72 a 75) e quatro em provas do Campeonato Brasileiro da Divisão 3 em 80 , acumula vasto e variado conhecimento, tendo realizado cerca de 100 avaliações de veículos , como jornalista especializado. No período 92/97 editou Motores Em Ação , informativo automotivo de distribuição gratuíta.

 

Guilherme Dellarole, 19 anos, cursando Engenharia de Controle e Automação (Mecatrônica) no Instituto Mauá de Tecnologia. Herdou a paixão pelo carros.

 

 
PARANÁ

 

O estado que perdeu as Sete Quedas (ainda bem que fui conhecer antes do represamento) tem o privilégio de ter a Foz do Iguaçu com as suas cataratas, atraentes, famosas e inesquecíveis. Tive a oportunidade de ir conhecer na época do fim das Sete Quedas e rever a imponência das quedas d"água e o espetáculo que a natureza mantém incessantemente em cartaz.

 

A natureza é bela, perfeita e caprichou no Brasil. Alguns "respingos" das pinceladas das mãos de Deus caíram no Paraná: A Ilha do Mel é um conhecido exemplo, destino ecoturístico explorado há vários anos. O Canyon Guartelá, sexto do mundo e o maior do Brasil em extensão confirma aquilo que pode ser visto em Vila Velha, outra famosa atração turística paranaense com suas interessantes formações rochosas. A principal cachoeira do Canyon, a Ponte de Pedra, mergulha por mais de 150 metros até o Rio Iapó.

 

O Porto de Paranaguá tem grande movimentação, sendo o maior exportador de grãos do País. E, a capital Curitiba é admirada e reconhecida pela boa qualidade de vida, sendo modelo em transporte público.

 

Atração turística é a estrada de ferro Curitiba-Paranaguá, com magnífico trajeto incluindo 134 túneis, 41 viadutos e belíssimo visual.

 

As fábricas de automóveis instaladas na região de Curitiba, em São José dos Pinhais garantiram ao estado posição de destaque no setor econômico, independente da pujança no segmento agropecuário, fator natural numa região que se mantém típicamente rural com um jeito predominantemente interiorano apesar do bom nível de desenvolvimento progressista. A afirmação tem base no fato de que apenas uma dúzia de cidades paranaenses além da capital têm população acima dos 100 mil habitantes. Em Curitiba moram 1,5 milhão de pessoas.

 

Autódromos, o Paraná tem três: Curitiba, que na verdade fica em Pinhais, Cascavel e Londrina.  O da grande Curitiba leva o nome do piloto paranaense Raul Boesel, que já competiu nas categorias de elite do automobilismo internacional: F 1 e Indy e Mundial de Esporte Protótipos, da qual foi campeão. O de Londrina recebeu o de Ayrton Senna, Tri campeão Mundial da F 1. O nome de Senna também batizou um complexo industrial automotivo na região de Curitiba, e ainda a maior ponte fluvial do Brasil, em Guaíra.

 

O estado realiza o maior Raid do Brasil, o Transparaná. O Rali da Graciosa também soa familiar a quem é do ramo ou aficcionado.

 

GUAÍRA

 

SETE QUEDAS - O Sumiço por Afogamento (texto extraído do site www.cidadeguaira.com.br/)

1979 - Em 29 de Outubro o Governo Federal outorgou à Eletrosul, comforme decreto nº 84.126, a concessão para exploração do Aproveitamento hidráulica em trecho do Rio Paraná, situado entre a Foz do rio Paranapanema, nos estados do MS e SP, e o Salto de Guaíra.
1982 - Em 22 de Setembro ocorre o fechamento das comportas de Itaipú.
1982 - Em 10 de Novembro iniciou-se a submersão de Se7e Quedas com a formação do Grande lago de Itaipú.
De acordo com levantamentos altimétricos a primeira ponte - a do saltinho - ficava a 204 metros acima do nível do mar, o que significa que o lago formado pela represa de Itaipú, ao atingir sua cota que é de 220 metros acima do nível do mar, deixará esta ponte sob uma lâmina d'água de 16 metros.

No site oficial da cidade de Guaíra podem ser vistas 29 belas fotos das Sete Quedas.

A maior ponte fluvial do Brasil

Com 4.000 metros , sendo 3.600 metros de ponte efetiva sobre o Rio Paraná, interligando Guaíra-PR e a Cidade de Mundo Novo-MS. Foi inaugurada no dia 24 de janeiro de 1998, com a realização de uma meia maratona, com a participação de atletas de renome Internacional.
A ponte de Guaíra tem como nome oficial "Ayrton Senna".

Parque Nacional de Ilha Grande

O Parque Nacional estende-se desde o município de Guaíra até a foz do Rio Amambaí no Mato Grosso do Sul e do Rio Ivaí no Paraná. Possui um conjunto de 158 ilhas.

Lago de Itaipú

Os 160 km de extensão justificam plenamente a denominação Grande Lago de Itaipú, formado em 82 pela barragem da Usina.

Pintado na Telha é o Prato Típico de Guaira.

 

 


 

                                 
A NOSSA PARTICIPAÇÃO NO X TRANSPARANÁ
 

Com patrocínio da Caçula de Pneus e colaboração da DM Motors Importadora e Distribuidora de Peças Daihatsu e Daewoo o Off Road Adventure Team participou do maior Raid do Brasil e das Américas no período de 24 a 31 de janeiro de 2004. O roteiro foi percorrido em cinco dias, de segunda a sexta-feira. O final de semana anterior (24 e 25) foi reservado à Vistoria Técnica após a Entrega dos Materiais, com os 4x4 já adesivados e ao Mini Raid, no qual estava prevista a não participação.da Adventure, categoria que escolhemos. 

 

O almôço de abertura do X Transparaná, em Guaíra teve como prato principal o Pintado, tradição gastronômica da cidade.

 

 

 

Primeiro dia – Guaíra / Nova Olímpia / Paranavaí

A primeira etapa revelou o bom navegador que é o Guilherme. Com uma calma admirável, comeu barriga apenas uma vez navegando o trecho mais longo da prova, e logo no início, ou seja antes de pegar o jeito e o ritmo.

 

Impressionante, foi ele não tomar uma gota d’água em todo o percurso que durou 7 horas e 15 minutos e sob a mais alta temperatura. Quando eu oferecia água a resposta: “Sou guerrilha”, como se estivesse em treinamento para ser um guerrilheiro ...

 

Essa primeira etapa, que foi a mais puxada entre as quatro primeiras já deu mostras do que seria a prova: Dois Samurai e um Defender 90 alijados (Diferencial traseiro). Engesa teve o cárter perfurado pelo Diferencial Dianteiro devido ao encolhimento da suspensão até o final de seu curso (que longo é ideal para transpor erosões, mas nas “trocentas” curvas de nível do caminho se mostrou inadequada). O reparo foi feito pelo próprio piloto usando a velha conhecida massa Durepoxi !

 

Ao final do dia, soubemos que um Pajero fundira seu motor 3.5 e outro tivera a suspensão traseira quebrada.

 

Um Vitara em manutenção diante do hotel em Paranavaí teve os quatro amortecedores trocados pois estavam

“detonados” segundo os mecânicos ! Primeiro dia ...

 

O Pajero teve o motor trocado pelo de outro da equipe, que acompanhava a prova. Estrutura ou Sorte ?

 

Um Troller tombou e o piloto teve fratura no punho esquerdo, embarcando em avião em Paranavaí de volta para casa na manhã do dia 26 para cirurgia e implantação de placa de platina.

 

O jantar oficial foi na Sociedade Rural de Paranavaí.

 

 

Segundo dia – Paranavaí / Jaguapitã / Cornélio Procópio

A Organização determinou que a Adventure andasse em comboio, sistema previsto, em função de um participante da categoria ter se aproximado dos competidores no primeiro dia, confundindo Raid com Rali.

 

 

Um Troller de Santa Catarina retornando contra o sentido do roteiro bateu de frente contra um jipe e o piloto quebrou o metacarpo da mão, conforme nos informou o médico oficial da prova Dr. Joaquim da Conceição Oliveira, de Castro. O piloto ferido estava acompanhado do filho de 12 anos.

 

Faltando 25 km para chegar a Cornélio Procópio, o Troller responsável por guiar a Adventure teve o pneu dianteiro direito furado em trecho de asfalto.Troca rápida. Logo em seguida o motor Continental do Willys “fumou”  uma baforada mais densa devido ao platinado colado. Sentiu o “train” da jornada e foi puxado pelo Toll Bar para um justo e merecido descanso até o dia seguinte. E foi até o final, como eu opinara desde o início.

 

O jantar oficial foi no Centro de Eventos de Cornélio Procópio.

 

Terceiro dia - Cornélio Procópio / Ibaiti / Castro

O Willys de numeral 101 da categoria Jipe tombou duas vezes.

 

A Bandeirante de numeral 69 da Adventure teve a cruzeta traseira quebrada, danificando a tubulação de combustível.

 

O Vitara da Adventure perdeu uma mola da suspensão traseira e os cariocas tiveram a sorte de encontrá-la.

 

Passar pelo Canyon Guartelá (foto), o maior do Brasil e sexto maior do mundo foi emocionante e a paisagem recompensa a quem chega até lá.

 

O jantar oficial foi na Associação Cultural e Esportiva de Castro (Clube dos Japoneses).

 

 

Quarto diaCastro/Bateias/Curitiba

Encontramos o Pajero TR 4 dos paranaenses Roque Veviurka e Alberto Minski Junior com problemas no Diferencial traseiro. O Mario ficou dando uma fôrça junto com o pessoal de Curitiba (Band e Defender 110).

 

Era o dia dos Atoleiros e o Feroza encostou “a barriga” no facão central e foi puxado duas vezes pelo guincho da Rural de Apoio da Organização. No segundo, acabou passando por conta própria, sem dó nem piedade. Faltou o navegador ler “Não vacile”, que no briefing o Diretor de Prova avisara: “Acelere prá valer”. 

 

 

Já estava pensando que o dia seria lembrado como “Feroza day”, quando o Vitara sem tração na dianteira (pifou) deu trabalho por uma hora para chegar ao topo de uma subida enlameada, com auxílio do próprio guincho e também do da Rural, que precisou manobrar, dando show de escorregadas e encostadas nos barrancos. No final muitas mãos deram o empurrãozinho final.

 

 

A Bandeirante do Mario, que foi o “anjo da guarda” da Adventure no segundo dia, teve problema na transmissão,  ficando sem a primeira e a segunda marchas.

 

 

O Troller de numeral 10 ficou com o sistema de tração travado na reduzida. E o da dupla Fross (pai e filho), de Toledo precisou fazer a embreagem.

 

E a L 200 de numeral 53 moeu a ponta de eixo dianteira direita. O que me impressionou foi que o socorro estava sendo feito pelo pai do piloto, Sr. Roberto Bardelli, mecânico em Curitiba. O Elcio teve sorte de quebrar perto de casa.

 

 

O jantar oficial foi na sede do Jeep Clube de Curitiba.

 

Quinto dia (Final) – Curitiba / São José dos Pinhais / Garuva(SC) / Guaratuba

Muita reduzida para não fritar freio e embreagem.

 

 

Na saída de uma curva encontramos alguns participantes à beira do caminho e o Willys de numeral 66 capotado sobre uma árvore, já no início de uma ribanceira de várias dezenas de metros ! Nenhum ferimento na dupla que teve o humor de produzir uma plaquinha com a inscrição Jeep e a seta apontando para o precipício. “Muita gente passou e nem viu a nossa obra”. Em Guaratuba pudemos conferir um único amaçado no robusto !

 

A picape Hilux do COE (Corpo de Operações Especiais da Polícia de Choque da Polícia Militar do Estado do Paraná) tombou, também sem feridos.

 

O Defender dos brasilienses foi abastecido com gasolina em Curitiba e precisou ir à oficina para retirar/esgotar/recolocar o tanque. Perderam o roteiro das duas últimas etapas, mas não o dia. Por sorte eu conhecia a região e sugeri que descessem pela Estrada da Graciosa, passando por Morretes, Matinhos e Caiobá, almoçassem um Barreado – prato típico do litoral paranaense, fazendo a travessia de balsa para Guratuba. Aceitaram e curtiram a beleza da Serra da Graciosa.

 

Participar é um Desafio...

Chegar é uma Vitória !

Esse é ótimo slogan por definir muito bem as dificuldades do maior Raid das Américas.

 

CONCLUSÃO

 

Confesso que apesar da total confiança no Feroza (nenhuma peça de reposição), e de tratar o equipamento da maneira correta, foi um alívio chegar ao trecho final já no litoral com todos os sistemas funcionando: 4x2/4x4/4x4 reduzida, as cinco marchas mais a ré e a embreagem  É um tratorzinho, motivo pelo qual o elegi para o meu trabalho.

 

Abaixo, a chegada a Guaratuba no litoral paranaense

 

A preocupação e cuidado com os pneus ST deu resultado: Nenhum furo ou corte, e o que não faltou foi pedra no nosso caminho.

 

Dos quatro atoleiros, só em um não foi possível passar por meios próprios. Era o ponto onde a Organização avisara desde o briefing em Guairá no dia 24 que haveria Apoio com guinchos, para todos os competidores.Para quem participou pelo Espírito de AVENTURA, slogan do Off Road Adventure Team desde a sua criação em 99, nada mal.

 

As 1100 gramas a menos em cinco dias retrata a realidade da maior exigência de pilotagem em relação ao Sertões 95 em que perdi 1400 gramas em 10 dias.

 

Para uma eventual participação competitiva* a receita já está anotada. Basta prepará-la e experimentá-la.

* O meu navegador foi quem falou em “próximo ano” na quinta-feira durante a sétima das nove etapas percorridas pela Adventure. Parece que o vírus contido na poeira vermelha do Paraná o contaminou !

 

No almôço de confraternização e premiação, o grupo da Adventure reunido numa só mesa foi a comprovação prática da integração: Odyr e sua filha Karine, João Octávio, Floriano, Plínio, Cícero, João, Mauro, Felippe, Ângelo, Paxão (mecânico do Jipe 52 e motorista do caminhão Mercedes 4x4 ano 74 durante o roteiro), o Guilherme e eu. O Odyr que já foi segundo colocado no Transparaná já está pensando em disputar a prova em 2005 com a filha de 16 anos como navegadora. O encerramento foi em Praia de Leste, no Clube Santa Mônica.

 

 

OPINIÃO SOBRE O EVENTO

Uma característica que me agradou pela segurança que representa é o roteiro ser cumprido à luz do dia. Nisso a Organização não deveria mexer. A pontualidade da programação ao longo dos oito dias de duração do evento foi outro importante ponto a favor. A sensação de conhecer o pessoal das equipes de foto/filmagem, do Apoio, dos PCs e todo o Staff do Jipe Clube de Curitiba foi agradável. A competência e cordialidade de todos devido à experiência e por estarem fazendo o que mais gostam a nível esportivo é que faz com que o participante se sinta em casa, entre amigos.

 

A companhia do COE – Corpo de Operações Especiais da Polícia de Choque da Polícia Militar do Estado do Paraná durante todo o roteiro transmite confiança, demonstrando o nível de seriedade do maior Raid das Américas.

 

A cronometragem e apuração ficou a cargo da Totem.

 

Fica a sugestão para ser estudada: a criação das categorias Dupla mista e Dupla Feminina. E, também voltar a contar pontos para a Adventure como ocorreu em 2003, ainda que seja de forma diferenciada em relação ás outras categorias. Pode ser um estímulo à maior participação.

 

Os Troféus de participação vão ser guardados com carinho.

 

 

Outras seis duplas pai/filho:

Abrelino Fross e Juliano  (Toledo-PR) com Troller.

Ricardo e Marcelo Vivolo – dupla Vice-campeã Copa Mitsubishi 2003.(Campinas -SP) - Pajero 3.5

Jean Carlo e Cristiane  (Campinas-SP) – L 200.

Dupla Catarinense do Troller acidentado no segundo dia

Gilmar e Gislaine - Javali (Curitiba-PR)

João e Pedro  - Defender 110 (Curitiba-PR)

 

A PARTE TURÍSTICA

 

Viajar numa esticada só de São Paulo a Guaíra não é muito prudente. Então, aproveitamos para o Guilherme conhecer o Parque Estadual de Vila Velha. O elevador de Furnas estava em manutenção. A capela construída no Parque é motivo de discórdia e está fechada. As piscinas interditadas devido aos muitos acidentes que ocorreram.

Valeu pelos Arenitos com formatos de botina, leão, taça (foto), etc...

 

Tivemos a dupla sorte do cano de escapamento precisar de solda, feita em Ponta Grossa na Suspense. O João Batista nos guiou até o autódromo em terra André Egeus, onde andamos no traçado de 2,7 Km. E ainda fomos presenteados com uma camiseta cada um ! Começamos fazendo um novo amigo.

 

A hospedagem na Fazenda Capão Grande, que faz jus ao nome com seus 700 alqueires foi uma opção acertada: A gentileza da Sra. Flora e a tradição do local premiou-nos. Ficamos sabendo que as terras pertencem à família há mais de 150 anos e que a casa sede tem 70 anos. Há sete anos foi iniciada a exploração do Turismo Rural e 10 mil pessoas já passaram pela Capão Grande. A lavoura de milho e soja no verão e aveia no inverno aliada à criação de gado leiteiro e cavalos da raça Crioulo garantem atividade diária. Com humildade, mas sem esconder o orgulho Dona Flora nos contou que por sete vezes os animais da Fazenda já estiveram entre os 30 selecionados na competição internacional Freio de Ouro, que em dois dias de provas simula todas as situações de uso do animal em trabalho rural.

 

Em Guaíra um passeio pelo Centro Naútico , visita ao Museu Histórico Municipal e à capela de pedra além da travessia da ponte Ayrton Senna que liga o Paraná ao Mato Grosso do Sul. São 3,4 km de extensão sobre o rio Paraná. Dupla emoção: Utilizar um meio não existente quando estive visitando as Sete Quedas em 82 e pela homenagem ao Tri-Campeão com quem tive a oportunidade de conviver na época do Kart.

 

Um pulinho a Salto Del Guayrá, no vizinho Paraguai em busca de um equipamento complementar para produções multimídia. Incursão bem sucedida e surpresa pela simpatia dos policiais da fronteira.

 

Em Castro tivemos a sorte da assessora de Imprensa Emanoelle nos recepcionar e nos levar até a Castrolândia.

 

Em Guaratuba depois de tanta poeira durante a semana toda, fui nadar na praia do Cristo apesar do Floriano dizer que ir à praia não era programa de jipeiro, mas de “boiola”. E para mostrar a minha convicção novo mergulho na manhã do sábado.

 

Terminada a programação do Transparaná, fomos a Joinville, na casa de nosso Amigo Paulo. Domingo o passeio de barco pela baia da Babitonga com suas 14 ilhas e com parada em São Francisco do Sul, que completou 500 anos em janeiro. Visitamos o Country Clube.

 

Na volta, uma ida à Caverna do Diabo. É realmente impressionante. Quem gosta de natureza e paisagens não pode perder.

 

Oportunidade de conhecer o presidente da Paraná Turismo Eng. Jorge Demiate, o secretário de Turismo de Morretes, Orley, o presidente do Jipe Clube de Jaraguá do Sul e o Luiz Fontana, um dos quatro homens que estiveram presentes a todas as edições do Transparaná e o tri-campeão do Transparaná Magno Aragão(foto). Reclamar do que ? Ter que voltar à inundada e poluída São Paulo.

 

 

PARTICIPANTES DA ADVENTURE

Ao longo da semana em que o roteiro foi percorrido (26 a 31 de janeiro),

onze 4x4 estiveram na Adventure. Confira as duplas e as ocorrências:

 

 

Troller

Madrinha

Odyr (44)

Já foi o segundo colocado no Transparaná.

João Octávio (37)

Pneu D.D. Furado

25 km antes de Cornélio Procópio, Pára-brisa Trincado (Castro) e Cruzeta.

Feroza

Off Road Adventure Team

Caçula de Pneus

 DM Motors  

Luciano (46)

Guilherme (19)

Pneu T.D esvaziado* em hotel em Curitiba.

Willys 52

São Paulo

Floriano (38)

Plínio (38)

Platinado Colado.

Terminal Bateria **

Reabastecimento Óleo Motor (sempre)

Defender 90

Curitiba

Gaiotto

 

Diferencial Traseiro na primeira etapa.

Só retornou para o último dia (Curitiba/Guaratuba)

Vitara

Rio de Janeiro

Cícero (50)

João (41)

Tração Dianteira inoperante (sétima etapa) Deu trabalho por 1 hora.

Bandeirante

Curitiba

Mario*

Um dos quatro homens que participaram das

dez edições do Transparaná !

 

Transmissão:

Ficou sem  primeira e  segunda marchas.

Dia 29 (quinta-feira)

Bandeirante

Curitiba

Wellington 

Juliana 

 

Cruzeta Traseira quebrou e danificou tubulação do combustível.

Dia 28 (quarta-feira)

Bandeirante

Imprensa

Fotos e Rumos.com

Levis 

 

Fez o trecho Curitiba/Guaratuba

Defender 90

Brasília

Mauro (40)

Felippe (39)

Abastecimento com gasolina (Curitiba).***

L 200

IAP Instituto Ambiental do Paraná.

Ângelo (44)

A partir de Castro

Acompanhou a Adventure.

Numa subida lisa foi empurrado por uma Band. Faltou pneu.

Defender 110

Curitiba

João 

Pedro

Uns “passarinhos”

sob o capô do motor.

 

Com o abandono do Vitara na sétima etapa (quinta-feira dia 29)

e o Defender de Brasília fora do último dia (30) pelo erro do frentista em Curitiba,

apenas o Jipe 52 do Floriano/Plínio e o Feroza do Off Road Adventure Team

fizeram todo o percurso junto com o Troller da organização, guia da Adventure.

O Feroza foi o único a não exigir nenhum reparo.

 

As Soluções

 

 * O compressorzinho elétrico (sempre de plantão a bordo) deu conta do recado.

** O Floriano limou o terminal, refazendo o encaixe no borne da bateria. (Foto abaixo)

*** A retirada, esvaziamento e recolocação do tanque custou R$ 80 e mais R$ 60 da plataforma para levar o Defender até a oficina. O posto bancaria, mas o gerente disse que o valor seria descontado do frentista.

Então, o Mauro abriu mão e pagou a conta. Gente fina!